Segunda-feira, Junho 12, 2006

Mensagem do João Freire:

Muito obrigado pelo apoio que me prestaram durante o "protesto sobre rodas" em especial à direcção da ABIC, ao núcleo de Aveiro e aos colegas da EFN.

Sempre que estiver por cá estarei disposto em colaborar em quaisquer iniciativas que visem a melhoria da nossa condição de bolseiro.

Um abraço

João

Lutar vale a pena

Ás 16,24 h de sexta feira, 9 de Junho, meia hora antes da concentração de bolseiros na Praça de Comércio para receber o João Freire e protestar contra o atraso de pagamento das bolsas, os bolseiros da EFN com bolsas em falta receberam a seguinte mensagem dos Serviços administrativos:

"... após recebermos instruções dos nossos SC (serviços de contabilidade do INIAP) para aprovarmos os compromissos de Junho, onde estavam incluídas as vossas Bolsas de Março a Maio, foram feitas as respectivas aprovações e respectivos pagamentos, ainda hoje, através de transferência bancária para os v/ NIB's, pelo que no princípio da próxima semana devem aparecer creditados os respectivos valores correspondentes ao período acima indicado."

Domingo, Junho 11, 2006

mais fotos



Fotos da Marta Ferreira, do PortugalDiário

Alguns comentários no PortugalDiário

Li no artigo que ha gente na condicao de Bolseiros ha 10 anos ....
Sera uma nova carreira profissional?
A situacao e preocupante, mas vamos la ver, somos um Pais sem dinheiro que tem de ter prioridades.
Lembram-se da Maria Antonieta/Franca?
Sim, a tal que dizia ao Povo: Teem fome? Comam bolos...
Pois...ficou sem cabeca...

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Francamente já é demais , temos estádios novos, a selecção está no mundial , mas o que é que ésta gente quer mais ? o dinheiro não pode chegar para tudo.

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se calhar nao tem dinheiro porque o gastaram a desviar uma estrada por causa de 6 ou 7 lobos(20 milhões).

Abraços solidários a todos osinvestigadores centificos nesta situação.

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O problema é que o poder vigente preocupa-se muito e faz grande alarido das dividas dos contribuintes , mas não dá ele próprio o exemplo pagando as suas dividas.Certamente que para viagens e mordomias de quem pouco ou nada faz, há sempre dinheiro.

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Como é que hão de pagar as Bolsas de Estudo se têm que ter dinheiro para pagar as REFORMAS dos Ex colegas de governo, que é muito mais importante.
Vocês, Srs. Bolseiros, são jovens e têm tempo para receber o vosso dinheiro.
Sejam compreensivos Srs. Bolseiros

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Força João: é de facto incrivel que deixem com prioridade baixa pagar o sustento mensal a jovens investigadores portugueses.

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e se estás no Porto não faças para baixo faz antes para cima e vais ver que em pouco tempo te safas melhor.
Viva lá Espanha

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Diz um representante do Ministério da Agricultura,
"que as bolsas em atraso, irão ser pagas até ao dia 21 de Junho".
Quer dizer, este srº João Freire, já não recebe o ordenado da bolsa, há já três meses.
Há três meses que anda a trabalhar à borla.
Será que Joâo Freire só come de três em três meses?
Os indivíduos do Ministério da Agricultura, falam de barriga cheia.
Gastam o dinheiro tão mal gasto! Com coisas supérfulas.
Mas como tem o "deles" certinho, querem lá saber de quem precisa do mínimo para sobreviver?
Infelizmente o que se está a passar com João Freire, é o exemplo de muitos e muitos casos, que se passam neste pobre País.
Neste espaço à beira mar plantado, só está bom é para os vigaristas.

Última entrada no PortugalDiário

Aquí vai um excerto da última entrada no PortugalDiário, que acompanhou diariamente o percurso. Obrigado ao PD e à Marta Ferreira!

Foram 419 quilómetros no total. 23 horas e 43 minutos a pedalar. Do Porto a Lisboa. Chegou, finalmente, ao fim o protesto de João Freire, o bolseiro que pegou na bicicleta e rumou à capital, contra os atrasos no pagamento da sua bolsa de investigação.

Cerca de 20 colegas, também bolseiros, aguardavam a sua chegada. Mas não o reconheceram quando a bicicleta deu a curva e parou à porta do Ministério da Agricultura, na Praça do Comércio, em Lisboa. A longa jornada deixou marcas como, por exemplo, a barba por fazer ou a tez bronzeada pelo sol.

Chega com um sorriso nos lábios mas garante que não tem «a sensação de dever cumprido».

«Só vou sentir que cumpri o meu dever quando vir a situação das bolsas normalizada», diz ao PortugalDiário, acrescentando que «nem sequer estou contente por saber que vou agora receber os três meses de bolsas em atraso, porque sei que vai tudo continuar na mesma e os atrasos vão repetir-se».

Alguns dos colegas que se juntaram para receber João, envergando faixas e cartazes de protesto contra a condição dos bolseiros em Portugal, estão na mesma situação que o «ciclista». Mas nem todos querem dar a cara, com «medo das represálias».

É o caso de uma das colegas de João Freire que também faz investigação sobre pinheiros na Estação Florestal Nacional. É bolseira há dez anos, tem o pagamento da bolsa em atraso e garante ao PortugalDiário que «a situação é recorrente. Repete-se todos os anos».

Também Hélène Oliveira faz investigação na Estação Florestal Nacional, desde Outubro de 2005. E também ela não vê o dinheiro da bolsa há meses. «A última vez que recebi foi em Janeiro. E já antes fiquei meses à espera do pagamento». O que lhe vale é a ajuda dos pais porque, neste momento, paga para trabalhar.

«O Governo diz que quer apostar na ciência e na investigação científica. Mas depois o que se vê é situações como estas», acusa João Ferreira, membro da Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC).

O bolseiro acrescenta que «não pode haver uma aposta séria na ciência se não há uma aposta nas pessoas que trabalham nela», apontando a precariedade das condições dos investigadores que trabalham com bolsas e «não têm direito a segurança social, férias, subsídios e nem sequer regalias em situações de maternidade».

Não eram muitos, mas marcaram presença e fizeram passar a sua mensagem. «Precariedade não, emprego científico sim!» e «Bolsa, já! E emprego científico, onde está?» foram as palavras de ordem.

Sexta-feira, Junho 09, 2006

Já chegou!



O João Freire chegou à Pç Comércio, hoje às 17h, onde foi recebido por mais de duas dezenas de bolseiros e alguma comunicação social (incluindo uma equipa da TVI: vejam logo!). Entre os bolseiros encontravam-se outros bolseiros do INIAP, também com bolsas em atraso, e bolseiros de outras instituições prestando solidariedade com a jornada de protesto do João e com os restantes bolseiros lesados.
A concentração deu-se frente ao Ministério da Agricultura. O Sr. Ministro, em resposta à Marta Ferreira, jornalista do PortugalDiário, mostrou-se disposto a receber os bolseiros, mas disse que não havia sido pedido audiência. Contudo os bolseiros do INIAP haviam enviado o seu segundo pedido de audiência esta 3ª. Estes são feitos sem data, sendo esta em geral sugerida pelo orgão do Estado, em função do calendário do funcionário. Sabendo do evento e tendo o pedido de audiência, o sr. Ministro poderia simplesmente ter sugerido uma reunião para coincidir com a chegada do João Freire. Ou até vindo até à porta, felicitá-lo.

Ao todo foram 23 horas e 47 minutos a pedalar 419.95 kVisivelmente marcado pela viagem, o João teve ainda energia para responder a jornalistas e dar umas voltas adicionais para a câmara da TVI. Acabado o evento ... foi de bicicleta para casa!

Quinta-feira, Junho 08, 2006

E se...



E se fosse a tua bolsa, se já não recebesses a tua bolsa há meses?

E já só tivesses €17 na conta bancária?

E uma instituição pública te devesse mais de €4,000?

4º dia

Excerto do artigo do PortugalDiário:

Saiu da Nazaré antes das sete da manhã e chegou à Lourinhã já da parte da tarde. «Hoje o percurso foi custoso. O vento não ajudou, o cansaço acumula-se e até a bicicleta deu problemas, porque a corrente soltou-se. Mas lá consegui arranjá-la», conta o bolseiro ao PortugalDiário.

O pão, o sumo e o iogurte que comeu durante o dia pareceram fraca ajuda quando teve de enfrentar as subidas difíceis à chegada da Lourinhã. Mas a meta já parece perto: amanhã vai chegar finalmente a Lisboa, dando por finalizado o seu protesto.

A chegada está prevista para as 17 horas, já que antes da pedalada final vai almoçar a Oeiras com os colegas da Estação Florestal.

Mesmo com o cansaço, a fome e os problemas na bicicleta, nunca lhe passou pela cabeça desistir: «Não sou pessoa de desanimar», diz ao PortugalDiário.

Todos à Pç Comércio - 6ª feira às 17h

O João Freire chegou perto das 17h à Ericeira. Estão completados ao todo 346 km, um total de 18horas e 54 minutos a pedalar. Tudo vai correndo bem. Houve algum azar com a corrente da bicicleta (e não pensem que este bolseiro monta uma bicicleta XPTO), o vento um pouco mais forte, e umas subidas inesperadas. Mas hoje terá o merecido descanso no parque de campismo local, e amanhã a última jornada até Lisboa.
O João manda a seguinte mensagem para todos os bolseiros: "O meu esforço é o vosso esforço; o meu suor é o vosso suor. Todos à Praça de Comércio na sexta".
Será às 17h, junto ao Ministério da Agricultura. É importante estar lá um grupo alargado de bolseiros e amigos para prestarem solidariedade com o protesto do João Freire e dos outros bolseiros do INIAP, contra o atraso de pagamento das bolsas; e também para reclamarmos juntos melhores condições para os bolseiros e jovens investigadores científicos e mais perspectivas de futuro.
Deixem neste blog mensagens de solidariedade com o João Freire, que ele certamente apreciará quando estiver de novo defronte de um computador.

4º Dia no PortugalDiário

Excerto do PortugalDiário (4º dia)

A meta já está quase à vista. Hoje, João Freire pedalou mais de seis horas e fez 106 quilómetros na sua corrida em protesto contra os atrasos no pagamento da sua bolsa de investigação. No total, já percorreu 346 quilómetros, uma vez que pelas estradas por onde vem o caminho torna-se mais longo do que os 300 quilómetros pela auto-estrada.

Saiu da Nazaré antes das sete da manhã e chegou à Lourinhã já da parte da tarde. «Hoje o percurso foi custoso. O vento não ajudou, o cansaço acumula-se e até a bicicleta deu problemas, porque a corrente soltou-se. Mas lá consegui arranjá-la», conta o bolseiro ao PortugalDiário.

O pão, o sumo e o iogurte que comeu durante o dia pareceram fraca ajuda quando teve de enfrentar as subidas difíceis à chegada da Lourinhã. Mas a meta já parece perto: amanhã vai chegar finalmente a Lisboa, dando por finalizado o seu protesto.

A chegada está prevista para as 17 horas, já que antes da pedalada final vai almoçar a Oeiras com os colegas da Estação Florestal.

Mesmo com o cansaço, a fome e os problemas na bicicleta, nunca lhe passou pela cabeça desistir: «Não sou pessoa de desanimar», diz ao PortugalDiário.

PortugalDiário: 3º dia

Excerto do artigo do Portugal Diário de ontem. Para o artigo completo e comentário visitem o sítio.

Hoje, a pedalada foi mais curta. Quarenta quilómetros em duas horas e meia de percurso. João Freire chegou à Nazaré, depois de ter passado a noite «no meio da mata».

Já totalizou 240 quilómetros na sua corrida em protesto contra os atrasos no pagamento da sua bolsa de investigação.

Saiu de São Pedro de Moel às 7:15 horas e chegou à Nazaré já passava das dez. À sua frente, o parque de campismo, que lhe promete uma noite mais confortável: «Finalmente pude tomar um duche!», conta ao PortugalDiário.

O calor não apertou tanto nesta quarta-feira e o percurso não custou tanto. Agora, é recuperar forças porque amanhã o destino é «Santa Cruz ou Ericeira. Tudo depende das pernas e do fôlego».

Para ajudar ganhar forças para a próxima etapa da jornada, decidiu fazer «uma refeição normal». O que não é provável que repita no restante do percurso, uma vez que «descontaram o dinheiro do empréstimo da casa e estou neste momento com 17 euros na conta, que vão ter de durar até ao final do mês», confidencia o bolseiro ao PortugalDiário

Quarta-feira, Junho 07, 2006

Saudação do Sindicato da Função Pública

SAUDAÇÃO

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública saúda, na pessoa do colega João Freire, todos os bolseiros que lutam contra as condições de trabalho que lhes estão a ser impostas nos organismos de investigação científica do Estado, decorrentes de uma política governamental que visa a destruição dos laboratórios do Estado e a sua privatização.

A situação do bolseiro João Freire é a mais evidente consequência da forma como o Governo pretende sujeitar os trabalhadores da função pública em geral e os bolseiros em particular, à precariedade de emprego e, até, salarial.

Ao João Freire terão que se juntar todos os bolseiros ao serviço do Estado e que de uma forma ou de outra, estão sujeitos a esta aviltante situação de exploração.

A Federação Nacional dos Sindicatos da Função Pública sempre defendeu, de forma muito veemente, que os bolseiros que desempenhem funções que correspondem a necessidades permanentes do serviço, cumprem horários de trabalho e têm subordinação hierárquica, devem ver o seu vínculo regularizado, através da sua integração nos quadros de pessoal.

É por este objectivo que os bolseiros se devem bater.

É com eles que estamos solidários.

Lisboa, 7 de Junho de 2006

Terça-feira, Junho 06, 2006

A pedalar em protesto durante 300 quilómetros

A Marta Sofia Ferreira, jornalista do PortugalDiário vai acompanhar diariamente o protesto sobre rodas. Reproduzimos aquí um excerto do artigo de hoje. Mas recomendo que visitem o site e leiam aí os comentários colocados pelos leitores após cada artigo diário.

Mais 115 quilómetros percorridos. João Freire chegou «cansado» a São Pedro de Moel, depois de mais seis horas de pedalada em protesto contra os atrasos no pagamento da sua bolsa de investigação.
Saiu de Aveiro às 7:15 horas, para escapar ao sol, mas não teve sorte: «Apanhei muito calor e vento de frente, o que dificultou o percurso», diz ao PortugalDiário, com uma voz que revela o cansaço que já se apoderou do bolseiro no segundo dia de viagem.
Para lutar contra a fadiga e o calor, foi fazendo algumas paragens. A dieta continua a mesma: iogurtes, «porque o dinheiro não dá para mais». Mas, para ganhar forças, hoje decidiu «abrir os cordões à bolsa» e comeu uma sopa.
Quando chegou a São Pedro de Moel, o destino desta terça-feira, teve uma surpresa desagradável: o parque de campismo onde ia pernoitar está fechado. «Vou dormir no relento, num pinhal, no saco-cama que trouxe», diz.
(...) Até agora, já pedalou durante 10 horas no total, quatro na segunda-feira e seis hoje, e já percorreu 200 quilómetros.
«Todas as bolsas em atraso vão ser pagas até dia 21 de Junho», garante ao PortugalDiário fonte do Ministério da Agricultura, que acrescenta que os atrasos nos pagamentos se deveram «a problemas técnicos, informáticos». «Isso são desculpas de mau pagador», desabafa João Freire ao PortugalDiário. «É uma questão de gestão das bolsas. Com o bolseiro concorda a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica (ABIC). «O problema vai além de questões técnicas. Tem a ver com manuseamento e planeamento de verbas. É um problema que, se não for resolvido agora, vai originar a repetição da situação que os bolseiros vivem agora», diz ao PD André Levy, dirigente da ABIC. [Leia todo o artigo aquí]

É isto o Choque Tecnológico?

Ontem foram também enviados três posteres digitais a bolseiros do INIAP, à direcção do INIAP e outros orgãos institucionais, e à comunicação social.




2º dia terminado

o João já chegou ao fim do seu segundo dia a pedalar: 200km (10 horas). Hoje fica a dormir na região de Leiria. Amanhã tem o mercido descanço e 5ª retoma a pedalada. Força João!

PortugalDiário acompanha todo o percurso


Notícia no PortugalDiário - 6 de Junho, autora: Marta Sofia Ferreira
O PortugalDiário vai acompanhar todo o percurso.


Já o sol queimava quando começou a pedalada, às 10 da manhã, em frente à Câmara Municipal do Porto. O destino? Lisboa. E o que leva João Freire a fazer tão longa jornada de bicicleta? Protestar contra os atrasos no pagamento da bolsa de investigação.

«Estou há três meses sem receber bolsa e desde Dezembro que não recebo ajudas de custo. No total, estão a dever-me 4200 euros», conta ao PortugalDiário João Freire, o bolseiro que está a desenvolver um projecto sobre o modelo de crescimento do pinheiro manso e a produção de pinhas.

A bolsa é dada pela Estação Florestal Nacional, «mas a responsabilidade não é da Estação, que tem feito todos os possíveis para resolver a situação. Os culpados são os superiores: o IFADAP (Instituto de Financiamento e Apoio ao Desenvolvimento da Agricultura e das Pescas) e o INIAP (Instituto Nacional de Investigação Agrária e das Pescas)», explica o bolseiro.

Foi por «altura do Carnaval», que começou a perceber «que não tinha dinheiro para a gasolina» e começou a fazer o percurso entre casa e o trabalho (São Marcos e Oeiras) de bicicleta.

Foram muitas as vezes que tentou resolver os problemas junto dos dois institutos e, há cerca de um mês, escreveu mesmo uma carta ao ministro da Agricultura. Recebeu um e-mail em resposta, assegurando que «as coisas seriam resolvidas rapidamente».

Junho chegou e como a solução parecia não estar sequer encaminhada, João decidiu aproveitar o seu período de férias, pegar no seu transporte de todos os dias e percorrer o país de norte a sul em protesto.

«O objectivo é fazer o protesto numa semana, passando pelos três centros de investigação: Porto, Aveiro e Lisboa», explica ao PortugalDiário João Freire.

A primeira etapa da jornada já cumpriu: esta segunda-feira percorreu 85 quilómetros e chegou a Aveiro. Foram quatro horas a pedalar, com «algumas pausas por causa do calor». Vai ficar numa residencial porque a Associação dos Bolseiros de Investigação Científica, que apoia o protesto, «vai pagar as despesas».

Quanto a comida, «vou parando em supermercados para comprar uns iogurtes. Não há dinheiro para mais», confidencia ao PortugalDiário.

Para terça-feira, o destino é São Pedro de Moel, onde vai ficar num parque de campismo. A partida está marcada para as sete da manhã, «para tentar apanhar as horas de menos calor».

«Se tudo correr bem, espero chegar a Lisboa na sexta-feira. Quero estar à porta do Ministério da Agricultura pelas 17 horas», diz o «bolseiro ciclista».















O protesto do João Freire tem atraido a atenção da comunicação social, tendo sido noticiao no Jornal da Noite da SIC, na noite de 2ªfeira, dia da sua partida. Vários outros orgãos de CS têm tentado falar com o JF e acompanhar o seu protesto, incluindo a TVI e Rádio Renascença. Esperamos que o interesse continue por forma a trazer alguma atenção aos problemas dos bolseiros em geral, e ao do atraso das bolsas no INIAP, em particular.

Chegada a Aveiro

João Freire é bolseiro de investigação na Estação Florestal Nacional (EFN), um componente do Instituto Nacional de Investigação Agrária e de Pescas (INIAP).
No dia 5 de Junho, partiu do Porto de bicicleta contando chegar a Lisboa na 6ª, dia 9 de Junho. Não o faz por mero recreio, mas em protesto pelo atraso no pagamento das bolsas pelo INIAP. O INIAP deve ao João já mais de 4000€ em mensalidades da bolsa e reembolsos por despesas de investigação. E são vários os bolseiros do INIAP em situação semelhante.
Aquí vemos o João quando chegou a Aveiro, na tarde de 5 de Junho, juntamente com vários bolseiros da Universidade de Aveiro.